Tecidos - Beneficiamento
Beneficiamento de tecidos significa, de uma maneira geral,
todos os processos a que um tecido é submetido após o tear, e tem
como finalidade melhorar as características visuais e de toque do material
têxtil, além de poder dar algumas características específicas ao mesmo.
Basicamente inclui os processos de preparação (alvejamento, purga e
desengomagem), tingimento ou estampagem, acabamento, além de processos
especiais.
Os tecidos, quando saem da tecelagem ou malharia, não tem uma
aparência atrativa ou toque agradável para uso em vestuário. É preciso
beneficiá- los para serem mais apresentáveis e aumentar seu valor agregado.
Todo substrato têxtil (tecido) sofre vários processos físicos e químicos
durante o beneficiamento. A real necessidade desses processos tem como objetivo
melhorar o aspecto, aumentar a capacidade tintórea bem como dar condições para
um posterior acabamento nobre a este tecido.
Os processos de beneficiamento são inúmeros e podem se dividir
em estágios. Os principais são: beneficiamentos primários ou pré-tratamentos,
que preparam o tecido para o segundo estágio eliminando todas as impurezas do
substrato (tecido); beneficiamentos secundários, que consistem no tingimento
e/ou estampagem; e beneficiamento finais ou acabamentos.
Beneficiamento Primário
Essa informação é especialmente válida para os tecidos de
algodão, que contém expressivo teor de impurezas, que é maior ainda nos tecidos
crus Impurezas Naturais: 8-12% de hemicelulose, pectinas,
proteínas e ceras Impurezas Aplicadas ao Fio: amido (goma), acrilatos, PVC,
ceras de parafina, óleos lubrificantes.
Desengomagem - Primeira etapa no pré-tratamento,
tem como objetivo eliminar as gomas aplicadas aos fios de urdume antes dos
processos de tecimento (tecelagem). Tais gomas podem ser à base de amido natural
(batata, milho, arroz e mandioca), cola, ceras de parafina, ou éteres de
celulose. Uma boa desengomagem é fator decisivo para um bom acabamento.
Devido a grande variedade de gomas existentes, não existe um
processo de desengomagem universal seguro, portanto, para a escolha do processo
a ser empregado, é imprescindível que o setor de beneficiamento saiba que
produtos foram empregados na engomagem do tecido. Pode-se eliminar as gomas
através dos seguintes métodos:
Desengomagem enzimática : processo biológico de eliminação
de goma de amido (milho, mandioca, etc.) por enzimas. Este processo somente é
utilizado nos casos de gomas insolúveis, normalmente utiliza-se enzimas
alfa-amilase bacteriana, pancreática ou de malte. A enzima provoca a quebra da
cadeia do amido tornando-o solúvel. É utilizada, pois não ataca a fibra do
algodão e as águas residuais podem ser degradadas biologicamente.
Desengomagem oxidativa: processo químico de eliminação tanto de
gomas como de todas as impurezas presentes no tecido. A desengomagem oxidativa
tende a fazer três processos: desengomar, purgar e alvejar o tecido
simultaneamente. O tecido é impregnado numa receita de alvejamento oxidativo,
que pode usar além de persulfato, peróxido de hidrogênio (água oxigenada), perborato,
bromito, clorito, hipoclorito e outras combinações que liberam cloro ativo afim
de limpar a fibra.
Chamuscagem: Processo seco em que o tecido passa
por chamas para queima de fibrilas e pequenas sujeiras. Melhora a aparência
visual e o toque do tecido pela eliminação de partículas que estão sobre a sua
face. Dependendo do tecido, da fibra de sua construção e do seu peso a chama
pode ser mais ou menos intensa, de apenas um lado do tecido ou de ambos os
lados.
Processo realizado em máquinas Chamuscadeira, que consiste em
passar rapidamente a superfície do tecido sobre uma chama, com velocidade tão
acelerada, de forma que este não se deteriore, mas apenas queime as saliências.
Purga: Processo também conhecido como cozimento,
visa eliminar as gorduras, ceras, resinas e demais impurezas naturais do
algodão ou fibras naturais. No caso de fibras sintéticas, a purga tem como
objetivo eliminar as parafinas e óleos de encimagem, adicionados a esta durante
o processo de fiação e tecelagem.
O principal objetivo da purga é oferecer ao substrato
hidrofilidade suficiente para que este possa, em seguida, receber um tingimento
em tons mais escuros ou obter um grau superior de alvejamento. Tanto fibras
naturais como sintéticas são submetidas a este processo. É constituído
normalmente de impregnação dos tecidos com solução de hidróxido de sódio, com
aquecimento a vapor, permanecendo num vaporizador em temperaturas de cerca de
100º ou acima disso.
Alvejamento - O alvejamento consiste na
continuação da desengomagem para obtenção da remoção completa das cascas e
sementes, da extração das impurezas de tipo indeterminado e remoção da goma
residual. É também um processo de branqueamento das fibras do tecido,
especialmente em fibras naturais que tem uma coloração amarelada e com muita
variação. São aplicados produtos químicos alvejantes como Peróxido de
hidrogênio ou Hipoclorito de sódio que reagem com a fibra.
O processo de reação pode ser acelerado com a adição de vapor
Branqueamento óptico: O
substrato têxtil mesmo após o alvejamento, tem como tendência refletir uma
coloração amarelada. Existe o processo de branqueamento por meio óptico onde é
aplicado um produto que reflita raios azulados e avioletados que combatem o tom
amarelado dando a impressão de um branco mais branco.
Os branqueadores ópticos proporcionam reflexão por fluorescência
quando submetidos à luz ultravioleta, a chamada luz negra, muito frequente em
casas noturnas. Este tingimento é realizado a quente, por meio chamado
esgotamento, em que o corante branco é esgotado no banho de tingimento pelo
tecido.
Mercerização: Foi
criada por John Mercer em O algodão, quando tratado a frio em uma solução de
soda cáustica concentrada - hidróxido de sódio (NaOH - 27º a 32º Bé) -, se
torna semitransparente, com estrutura arredondada quando visto no microscópio e
encolhe muito no sentido longitudinal.
NOTA: (BÉ) Graus de
Baumé é uma escala hidrométrica criada pelo farmacêutico
francês Antoine Baumé em 1768 para medição de densidade
de líquidos.
Nesta técnica o algodão em peças ou fio é submetido, sob
tensão e a frio a um banho de soda cáustica concentrada que é posteriormente
neutralizada através de um banho de ácido, sempre sob tensão. A Soda cáustica
reage com a celulose das fibras de algodão causando um intumescimento da fibra,
deixando-a com um perfil mais redondo e diminuindo as zonas amorfas da
celulose.
O tempo de reação da soda cáustica no tecido varia entre 25 e 50
segundos, posteriormente o tecido precisa ser lavado e preferencialmente
neutralizado, para que saia com um pH o mais próximo do neutro, não
interferindo em processos posteriores e evitando irritação no toque à pele.
Nota: pH significa
"potencial Hidrogeniônico", uma escala logarítmica que mede o grau de
acidez, neutralidade ou alcalinidade de uma determinada solução. O pH varia de
acordo com a temperatura e a composição de cada substância (concentração de
ácidos, metais, sais, etc.).
Benefícios: Aumento do brilho. Aumento da
resistência a tração. Aumento da hidrofilidade e afinidade tintorial. Aumento
da maciez. Melhoria da uniformidade tintorial e da estabilidade dimensional
Termofixação: Os tecidos produzidos com fibras
sintéticas encolhem de 10% a 12% na direção do urdume e da trama. Durante a
tecelagem, os fios sintéticos sofrem tensões mecânicas e alongamentos e, devido
a sua elasticidade natural, tendem a retornar a sua forma natural, que é
reprimida devido à própria estrutura do tecido.
Dessa forma, só um tratamento com água quente e vapor de água
permite seu livre encolhimento em ambas as direções. Por esse motivo, os
tecidos sintéticos precisam ser submetidos a uma termo fixação em aberto, para
lhes dar estabilidade dimensional e de forma, diminuindo o perigo de
enrugamento e eliminar as tensões internas.
Imprescindivelmente este processo deve ser efetuado com a fibra
em estado cru, pois após a estampagem pode ocasionar defeitos a mesma. É
importante que na fixação seja obtida de forma uniforme em toda a largura do
substrato. Após a fixação não se pode mais corrigir este defeito.
Beneficiamento Primário
Lavagem
Lavagem
Beneficiamento Secundário
Consiste em duas operações distintas que são: Tingimento - tornar os materiais têxteis coloridos; e Estamparia - aplicar desenhos coloridos ao substrato têxtil.
2- Semi descontínuo (metragens pequenas à médias): Impregnação do tecido com banho de tingimento realizado por Foulard, após esse processo o tecido fica em repouso por algumas horas para a reação do corante e posterior lavagem. Processo conhecido como ‘pad-batch’.fonte:
Consiste em duas operações distintas que são: Tingimento - tornar os materiais têxteis coloridos; e Estamparia - aplicar desenhos coloridos ao substrato têxtil.
Tingimento: O tingimento de tecidos é uma arte
milenar e a disponibilidade comercial de corantes é enorme. A tecnologia
moderna no tingimento consiste de várias de etapas que são escolhidas de acordo
com a natureza da fibra têxtil, características estruturais, classificação e
disponibilidade do corante para aplicação, propriedades de fixação compatíveis
com o destino do material a ser tingido, considerações econômicas e muitas
outras, segundo Guaratini e Zanoni. (UNESP)
O tingimento é um processo químico da modificação de cor
da fibra têxtil através da aplicação de matérias coradas, através de uma
solução ou dispersão, processo que varia de artigo para artigo, pois para cada
tipo de fibra têxtil existem corantes específicos.
Neste processo ocorre uma modificação físico-química do
substrato, de forma que a luz refletida provoque uma percepção de cor. Os
produtos que provocam estas modificações são denominados matérias corantes que
são compostos orgânicos capazes de colorir o substrato têxtil ou não têxtil, de
forma que a cor seja relativamente sólida à luz e a tratamentos úmidos.
Tingimento em fibra: Processo
mais usado para fibras longas (lã) e filamentos. Consegue artigos mesclados. No
caso de artigos sintéticos pode-se conseguir as cores com a adição de pigmentos
antes mesmo da fabricação do filamento.
Tingimento em Fio: O
processo mais comum é o tingimento em bobinas, mas sendo também possível
durante outros processos da fiação. Mais indicado para produção de tecidos
listrados, xadrez ou jacquard. O tingimento em fios favorece a obtenção de
cores mais igualitárias, porém tem o inconveniente de ter que verificar alguns
processos que representam gastos de tempo e mão-de-obra.
Outro tingimento em fio muito usado é o tingimento em urdume,
que pode ser com o urdume em aberto ou em corda. Ambos muito utilizados para o
tingimento com corante índigo.
Tingimento em Tecido:Processo mais desenvolvido
nos últimos anos devido as muitas vantagens, como maior igualização em todo o
comprimento da peça, menor desperdício de corante, menor quantidade de
processos, já que está junto com as operações de beneficiamento de
tecidos. Produz um tecido com cor lisa. Pode ser realizada com o tecido em
corda (ocupa menos espaço, tecido pode ficar mais relaxado) ou em aberto (não
forma vincos, pode-se trabalhar em processo contínuo).
Na
indústria têxtil existem 3 processos:
1- Contínuo (grandes metragens): Indicado para grandes produções e lotes com maior metragem. A reação do corante com a fibra é acelerada com a adição de vapor ou temperatura. Com isso o tecido pronto para tingir entra na máquina e sai tingido e lavado. Os processos mais comuns são ‘pad-steam’, com vaporizador, para tecidos de algodão, e, ‘pad- dry’, com circulação de ar-quente (hot-flue), para tecidos sintéticos.
1- Contínuo (grandes metragens): Indicado para grandes produções e lotes com maior metragem. A reação do corante com a fibra é acelerada com a adição de vapor ou temperatura. Com isso o tecido pronto para tingir entra na máquina e sai tingido e lavado. Os processos mais comuns são ‘pad-steam’, com vaporizador, para tecidos de algodão, e, ‘pad- dry’, com circulação de ar-quente (hot-flue), para tecidos sintéticos.
‘pad-steam’ Almofadas de vapor ‘pad-dry’ Almofada
seca
2- Semi descontínuo (metragens pequenas à médias): Impregnação do tecido com banho de tingimento realizado por Foulard, após esse processo o tecido fica em repouso por algumas horas para a reação do corante e posterior lavagem. Processo conhecido como ‘pad-batch’.fonte:
3- Descontínuo ou por esgotamento (metragens menores, ou
pouca produção): Na mesma máquina podem ser feitos todos os processos de
preparação, alvejamento, tingimento e lavagem. Pode ser com o tecido em corda
ou aberto, dependendo da máquina usada, sendo as mais comuns do tipo: Barca,
Jet, Flow ou Jigger.
Jigger
para Alta Temperatura e Pressão
Jigger para Alta Temperatura e Pressão. Este jigger é ideal para desengomagem, alvejamento, lavagem e tinturaria de tecidos de algodão, poliéster e mesclas.
Jigger para Alta Temperatura e Pressão. Este jigger é ideal para desengomagem, alvejamento, lavagem e tinturaria de tecidos de algodão, poliéster e mesclas.
Corantes: Tendo
em vista que corantes, pigmentos e branqueadores ópticos são compostos
complexos, muitas vezes é impossível traduzi-los por uma fórmula química -
alguns são misturas de vários compostos e outros não possuem estrutura química
definida. Por esse motivo, a nomenclatura química usual raramente é usada, preferindo-se
utilizar os nomes comerciais.
Fibras sintéticas: ácidos, dispersos,
básicos.
Para identificar os mesmos corantes, comercializados com diferentes nomes, utiliza-se o Colour Index (CI), publicação da American Association of Textile Chemists and Colorists e da British Society of Dyers and Colorists, que contém uma lista organizada de nomes e números para designar os diversos tipos.Corantes utilizados:Fibras celulósicas: reativos, diretos, à cuba, enxofre, naftóis, ácidos. Fibras sintéticas: ácidos, dispersos, básicos.
Para identificar os mesmos corantes, comercializados com diferentes nomes, utiliza-se o Colour Index (CI), publicação da American Association of Textile Chemists and Colorists e da British Society of Dyers and Colorists, que contém uma lista organizada de nomes e números para designar os diversos tipos.Corantes utilizados:Fibras celulósicas: reativos, diretos, à cuba, enxofre, naftóis, ácidos. Fibras sintéticas: ácidos, dispersos, básicos.
Corantes Diretos: São os que proporcionam cores
inalteráveis e duradouras sem o auxílio de produtos químicos. Um bom exemplo é
a casca de noz, que resulta em tons de marrom e preto.
Corantes a Mordente: A maioria dos corantes
naturais não se fixa satisfatoriamente nos tecidos se estes não forem tratados
com os chamados mordentes. Os mordentes, a maioria de origem mineral, como o
alúmen, os sais de ferro, o cromo ou os sais de estanho, fazem com que a tinta
“morda” ou se fixe no tecido.
Corantes de Cuba: O têxtil é mergulhado num banho
contendo o derivado do corante, que é incolor. Em seguida, o têxtil é exposto
ao ar para que a oxidação dê surgimento à cor.
Corantes a Cobre: O
têxtil é tratado num banho de sulfato de cobre. O processo resulta em tinturas
resistentes à luz e a lavagens.
Corantes Ácidos: Tingem lã e seda num banho
ácido.
Corantes na massa: Em
fibras químicas (tanto artificiais quanto sintéticas, como o raion e o náilon),
a tintura é adicionada à massa líquida ou pastosa antes que ela seja
transformada em fios.
Beneficiamento Secundário
Estamparia Processo de coloração apenas na
face do tecido, podendo fazer uma cor lisa ou desenhos.
Corantes: Utilizados em
tinturaria, são solúveis ou dispersáveis no meio. No tingimento são absorvidos
e se difundem para o interior da fibra. Há interações físico-químicas entre
corante e fibra.
Pigmentação: Utilizados em estamparia, são
insolúveis em meio, são aplicados e fixados por meio de resinas sintéticas
(pastas de estampar).
Estamparia Localizada
Processo de estamparia de pequenas partes localizadas em peças de roupa. Aplicada em sua maioria na frente de camisetas, porém não se restringe somente a essa área. Pode ser localizada em pernas de calças, costas de blusas, casacos ou qualquer parte onde se deseja aplicar uma estampa.
Processo de estamparia de pequenas partes localizadas em peças de roupa. Aplicada em sua maioria na frente de camisetas, porém não se restringe somente a essa área. Pode ser localizada em pernas de calças, costas de blusas, casacos ou qualquer parte onde se deseja aplicar uma estampa.
Processo Silkscreen: Serigrafia ou
silkscreen é um processo de impressão no qual a tinta é vazada – pela pressão
de um rodo ou puxador – através de uma tela preparada. A tela, normalmente de
seda, náilon ou poliéster, é esticada em um bastidor de madeira, alumínio ou
aço. A “gravação” da tela se dá pelo processo de foto sensibilidade, onde a
matriz preparada com uma emulsão fotossensível e colocada sobre um fotolito,
sendo, este conjunto matriz+ fotolito colocado por sua vez sobre uma mesa de
luz.
Os pontos escuros do fotolito correspondem aos locais que
ficarão vazados na tela, permitindo a passagem da tinta pela trama do tecido, e
os pontos claros (onde a luz passará pelo fotolito atingindo a emulsão) são
impermeabilizados pelo endurecimento da emulsão fotossensível que foi exposta a
luz.
São utilizadas na impressão em variados tipos de materiais
(papel, plástico, borracha, madeira, vidro, tecido, etc.), superfícies
(cilíndrica, esférica, irregular, clara, escura, opaca, brilhante, etc.),
espessuras ou tamanhos, com diversos tipos de tintas ou cores. Também pode ser
feita de forma mecânica (por pessoas) ou automática (por máquinas). Não existem
restrições de quantidades de cor, porém, quanto mais cores o desenho tiver, mas
caro ele ficará, pois para cada cor, é necessária uma tela diferente.
Quadricromia: É um processo de silkscreen
onde são feitas 4 telas de nylon perfuradas especiais (com furos menores) que
funcionam como os cilindros de impressão gráfica. São utilizadas as 4 cores da
impressão gráfica em papel (Azul, Magenta, Amarelo e Preto) possibilitando
obter com a mistura das cores uma extensa gama de combinações. É utilizada para
estampar fotos em sua maioria, porém, a resolução de imagem deixa a desejar.
Transfer: 30/10Processo de transferência de
imagem do papel para o tecido por prancha aquecida, impressões em impressoras
laser. A tinta contida no papel é transferida para o tecido quando o papel é
submetido à pressão e alta temperatura por alguns segundos. Não existem
limitações de cor por ser um processo de impressão.
Transfer Sublimático: Processo semelhante ao
transfer comum, a diferença é o tipo de tinta utilizada e o toque
proporcionado. O transfer sublimático é feito com tinta sublimática, utilizada
em impressoras especiais (sublimáticas). A tinta sublimática é uma tinta que
reage diretamente com a fibra dos tecidos de poliéster e poliamida e funciona
como uma espécie de tingimento localizado.
Estamparia Corrida: É um tipo de estamparia que é
aplicada diretamente no tecido. É o processo usado para criar o “Tecido
Estampado” que pode ser feito através de diferentes técnicas:
Estampa Corrida de Quadro:
É um processo de estamparia de rolo de tecido. São desenhos que se repetem formando um rapport cobrem toda a extensão do tecido sem tingimento. O rapport é padrão mínimo da estrutura do desenho que se repetirará por toda a extensão do tecido, sua arte é criada para que não seja percebida a emenda entre uma batida e a outra, e também de forma que o desenho se complemente.
É um processo de estamparia de rolo de tecido. São desenhos que se repetem formando um rapport cobrem toda a extensão do tecido sem tingimento. O rapport é padrão mínimo da estrutura do desenho que se repetirará por toda a extensão do tecido, sua arte é criada para que não seja percebida a emenda entre uma batida e a outra, e também de forma que o desenho se complemente.
O processo de estamparia corrida em quadro
é um processo lento e caro
O processo de estamparia corrida em quadro é um processo lento e caro. São feitas telas de nylon como as telas de silkscreen, porém com a medida de 1,50 x 0,80m e a tinta é aplicada manualmente ou por máquinas através dos quadros (telas). É utilizada uma tinta especial que busca obter o menor toque possível para não comprometer o caimento do tecido. Existe um limite de até oito cores.
O processo de estamparia corrida em quadro é um processo lento e caro. São feitas telas de nylon como as telas de silkscreen, porém com a medida de 1,50 x 0,80m e a tinta é aplicada manualmente ou por máquinas através dos quadros (telas). É utilizada uma tinta especial que busca obter o menor toque possível para não comprometer o caimento do tecido. Existe um limite de até oito cores.
Estamparia
Corrida de Cilindro:
Processo semelhante ao processo de quadro. Porém, neste são utilizados cilindros metálicos perfurados com os desenho da estampa. Para cada cor é feito um cilindro. A tinta é colocada dentro do cilindro e uma maquina gira os cilindros aplicando a tinta ao tecido como numa gráfica. É o processo mais moderno de estamparia corrida.
Processo semelhante ao processo de quadro. Porém, neste são utilizados cilindros metálicos perfurados com os desenho da estampa. Para cada cor é feito um cilindro. A tinta é colocada dentro do cilindro e uma maquina gira os cilindros aplicando a tinta ao tecido como numa gráfica. É o processo mais moderno de estamparia corrida.
Seu custo de preparo é pouco mais alto que o de quadro, porém o
tempo de produção é muito mais rápido. Também existe o limite de oito cores.
Para se gravar um cilindro, o processo pode ser digital usando gravadoras a
laser, cera ou manual utilizando fotolitos. A estamparia de cilindros
geralmente é utilizada quando a quantidade de tecido a ser estampada é muito
grande e com pouco prazo para sua execução.
Estamparia Corrida de Sublimação:
É um processo que funciona com cilindros metálicos perfurados. A diferença do processo de estampa de cilindro comum é que os cilindros são alimentados com tinta sublimática e a máquina aplica a tinta a um rolo de papel que na mesma hora vai aplicando por processo de prensa térmica no tecido.
É um processo que funciona com cilindros metálicos perfurados. A diferença do processo de estampa de cilindro comum é que os cilindros são alimentados com tinta sublimática e a máquina aplica a tinta a um rolo de papel que na mesma hora vai aplicando por processo de prensa térmica no tecido.
A tinta sublimática é uma tinta que reage diretamente com
a fibra dos tecidos de poliéster e poliamida e funciona como uma espécie de
tingimento localizado. Limita-se ao uso de até oito cores e apenas aos tecidos
de poliéster e poliamida.
Estamparia Digital Processo de estamparia onde
uma máquina semelhante a uma impressora gigante imprime diretamente no tecido
um desenho digital. Do computador para o tecido. Esse processo dispensa a
fabricação de quadros e cilindros, além de possibilitar a produção em pequena
escala, sendo possível estampar um único metro se necessário, contra os 600
metros mínimos pedidos para os outros processos de estamparia corrida.
Graças à alta resolução dessas “impressoras” de tecido é
possível imprimir até fotos através da estamparia digital. Este processo
eliminou alguns custos, porém seu valor é três vezes maior que os convencionais
porque a tinta usada é extremamente cara. “Sua aparência após estampado é a de
quadricromia.”
Suas cores são formadas pelos pixels em jatos de tinta e podem
ser estampados praticamente todos os tipos de desenhos que se desejar, os de
qualquer padronagem que conhecemos em estamparia e inclusive ou principalmente
os formados por fotos e/ou ilustrações com todas as cores possíveis.
Por todas as possibilidades é o processo mais lento e por isso
usado para desenhos difíceis, com inúmeras cores, desenhos fotográficos,
exclusivos ou de pouca quantidade, já que também é um processo caro. Sua
qualidade é excelente e seu toque é somente o do tecido, como os do processo
transfer.
Beneficiamento Terciário ou Acabamentos
Finais
Aplicação de amaciantes : Tipo de beneficiamento final do tecido com o objetivo de abrandar as asperezas através de maquinas especiais e produtos auxiliares específicos. Este procedimento tem como finalidade dar ao tecido propriedades táteis. Processo realizado com produto químico a fim de obter um amplo leque de toques: graxosos, secos, sedosos, cheios ou volumosos.
Aplicação de amaciantes : Tipo de beneficiamento final do tecido com o objetivo de abrandar as asperezas através de maquinas especiais e produtos auxiliares específicos. Este procedimento tem como finalidade dar ao tecido propriedades táteis. Processo realizado com produto químico a fim de obter um amplo leque de toques: graxosos, secos, sedosos, cheios ou volumosos.
Encorpantes: Tipo de processo do Beneficiamento
Final a que são submetidos alguns tecidos para aumentar o peso e a rigidez
através de químicos encorpantes. Este tratamento tem como finalidade dar ao
tecido a propriedade de estabilidade dimensional.
Antirrugas: Tipo de processo do
Beneficiamento Final a que são submetidos alguns tecidos para aumentar seu grau
de resiliência.
Impermeabilizantes: Tipo
de beneficiamento final através de meios físicos e químicos a que são
submetidos alguns tecidos para não se deixar atravessar pela água e pelo ar.
Este tratamento tem como finalidade dar ao tecido a propriedade de estabilidade
dimensional e impermeabilidade.
Calandragem: Processo em que o tecido passa entre
cilindros sendo espremidos com alta pressão e com alta temperatura interna,
achatando a sua superfície e como resultado dando uma maior reflexão da luz,
resultando em um maior brilho além de melhor toque ao tecido. Uma Calandra
têxtil pode ter cilindros com superfície metálica ou de papelão.
Antimanchas: Tipo de beneficiamento final a que
são submetidos alguns tecidos. Caracterizado pela ação de produtos que diminuem
a aderência de sujidades.
Flanelagem: O tecido é construído com fios
mais grossos passando em uma de suas faces, esses fios sofrem a ação de atrito
de guarnições em movimento levantando suas fibras, dando um toque de pelúcia.
Navalhagem: Usado especialmente em tecido de
felpa (atoalhados), em que navalhas circulares (facas) e giratórias passam
tocando o tecido, fazendo que a felpa que originalmente faz uma volta seja
cortada deixando todos os fios com as pontas cortadas na mesma direção.
Lixação: O tecido passa em contato em cilindros
giratório em alta velocidade recobertos com lixa, criando no tecido um aspecto
de toque chamado ‘pele de pêssego’. Pode ser feito em uma face do tecido ou nas
duas faces.
Sanforização / compactação
Processo de encolhimento mecânico do tecido no sentido do urdume (comprimento). Durante a construção dos tecidos os fios estão tensionados, fazendo que o tecido construído também saia da mesma forma tensionado, e um tecido confeccionado dessa maneira sofre grandes encolhimento durante a lavagem caseira.
Processo de encolhimento mecânico do tecido no sentido do urdume (comprimento). Durante a construção dos tecidos os fios estão tensionados, fazendo que o tecido construído também saia da mesma forma tensionado, e um tecido confeccionado dessa maneira sofre grandes encolhimento durante a lavagem caseira.
Para evitar esse transtorno e as lojas poderem vender as peças
de confecção pronta para o uso o tecido precisa ser encolhido antes de ser
confeccionado. A Sanforizadeira consiste em uma máquina que faz esse encolhimento
no sentido do urdume do tecido. Dependendo do tecido pode entrar na máquina 100
metros e sair 85 metros.
Por esse motivo teve sua popularização dificultada no começo de
sua comercialização, devido aos industriais pensarem que estavam perdendo produção,
venderiam menos metros de tecido e ganhariam menos dinheiro. Diminuindo o
comprimento do tecido e mantendo a sua largura consequentemente sua gramatura
(peso por m²) aumenta. Processo comum em tecidos de algodão.
Vídeo 01:
Vídeo 02:
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